Este material complementa o conteúdo “O jeito mais fácil de enxergar a oração”, com foco em uma regra prática de análise:
verbo → sujeito → complemento → adjuntos
Essa sequência não representa a ordem obrigatória das palavras na frase.
Ela é uma ordem de análise.
Primeiro, localizamos o verbo.
Depois, identificamos o sujeito.
Em seguida, verificamos se o verbo exige complemento.
Por fim, observamos os adjuntos, que acrescentam circunstâncias como tempo, lugar, modo, causa, intensidade, entre outras.
Na frase “Durante a madrugada, os candidatos revisaram o conteúdo com atenção”, a expressão “durante a madrugada” deve ser analisada antes do verbo, pois aparece no início da frase e determina a estrutura principal da oração.
Errado.
A análise da oração deve começar pelo verbo, porque é em torno dele que a oração se organiza. A posição inicial de um termo não significa que ele seja o elemento principal da estrutura.
O item está errado.
Na frase:
Durante a madrugada, os candidatos revisaram o conteúdo com atenção.
O primeiro passo é localizar o verbo:
revisaram
Depois, perguntamos:
quem revisou?
Resposta:
os candidatos
Agora verificamos o complemento:
revisaram o quê?
Resposta:
o conteúdo
Por fim, analisamos os adjuntos:
durante a madrugada = adjunto adverbial de tempo
com atenção = adjunto adverbial de modo
A expressão “durante a madrugada” aparece no início, mas isso não faz dela o núcleo da oração.
Ela apenas acrescenta circunstância de tempo.
A banca pode colocar um adjunto no início da frase para induzir o candidato a começar a análise pelo termo deslocado.
A posição do termo não manda na análise.
O verbo é o ponto de partida.
A sequência “Muito silêncio na sala de aula” constitui uma oração, pois apresenta sentido completo e transmite uma informação compreensível.
Errado.
Toda oração precisa ter verbo ou locução verbal. Uma frase pode ter sentido completo sem ser oração, caso não apresente verbo.
O item está errado.
A expressão:
Muito silêncio na sala de aula.
Tem sentido comunicativo.
O leitor entende a ideia.
Mas não há verbo.
Por isso, temos uma frase nominal, não uma oração.
Para haver oração, seria necessário inserir um verbo, por exemplo:
Havia muito silêncio na sala de aula.
Reinava muito silêncio na sala de aula.
Agora sim existe oração, porque há verbo:
havia
reinava
A banca pode afirmar que toda frase com sentido completo é oração.
Não é.
Frase é qualquer enunciado com sentido.
Oração é estrutura organizada em torno de verbo.
Sem verbo, não há oração.
Pode haver frase, mas não oração.
Na frase “O aluno estava cansado”, não há sujeito, pois o verbo “estava” não indica uma ação praticada por alguém.
Errado.
A pergunta “quem praticou a ação?” ajuda em muitos casos, mas não resolve todas as orações. Em frases com verbo de ligação, é melhor perguntar “de quem se fala?”.
O item está errado.
Na frase:
O aluno estava cansado.
Existe sujeito:
o aluno
O verbo “estava” não indica uma ação.
Ele liga o sujeito a uma característica ou estado:
cansado
Por isso, a pergunta “quem praticou a ação?” não funciona bem aqui.
A pergunta adequada é:
de quem se está falando?
Resposta:
do aluno
Logo, “o aluno” é sujeito.
A banca pode tentar fazer o candidato acreditar que só existe sujeito quando há ação.
Isso é falso.
Também há sujeito com verbos de estado, ligação, existência contextual e outros tipos de predicação.
Para achar o sujeito, pergunte também: de quem se está falando?
Na oração “A professora entregou os exercícios aos alunos”, os termos “os exercícios” e “aos alunos” completam o sentido do verbo “entregou”.
Certo.
Alguns verbos exigem complementos para completar seu sentido. O verbo “entregar”, nesse contexto, pede o que foi entregue e a quem foi entregue.
O item está correto.
Na oração:
A professora entregou os exercícios aos alunos.
Primeiro, achamos o verbo:
entregou
Depois, o sujeito:
A professora
Agora verificamos os complementos:
entregou o quê?
os exercícios
entregou a quem?
aos alunos
O verbo entregar exige complemento direto e indireto nesse contexto.
Por isso:
os exercícios = complemento verbal
aos alunos = complemento verbal
A banca pode dizer que “aos alunos” é apenas adjunto porque parece uma informação adicional.
Mas não é.
Nesse caso, o verbo entregar pede essa continuação.
Se o verbo pede, é complemento.
Se só acrescenta circunstância, é adjunto.
Na frase “O servidor respondeu ao requerimento rapidamente”, o termo “rapidamente” completa o sentido do verbo “respondeu”, sendo indispensável para a estrutura básica da oração.
Errado.
Complemento é termo exigido pelo verbo. Adjunto acrescenta circunstância, como modo, tempo, lugar, causa ou intensidade.
O item está errado.
Na frase:
O servidor respondeu ao requerimento rapidamente.
O verbo é:
respondeu
O sujeito é:
O servidor
O complemento é:
ao requerimento
A pergunta é:
respondeu a quê?
Resposta:
ao requerimento
Já o termo “rapidamente” indica o modo como o servidor respondeu.
Ele responde à pergunta:
respondeu como?
Resposta:
rapidamente
Portanto, “rapidamente” é adjunto adverbial de modo, não complemento verbal.
A banca pode chamar qualquer termo depois do verbo de complemento.
Isso é errado.
Depois do verbo pode haver complemento, adjunto, predicativo e outros termos.
Complemento é pedido pelo verbo.
Adjunto acrescenta informação extra.
Na oração “Os alunos estudaram ontem”, o verbo “estudaram” exige complemento, e o termo “ontem” completa seu sentido.
Errado.
Nem todo verbo exige complemento. Alguns verbos podem formar oração com sentido suficiente sem complemento verbal. Adjuntos acrescentam circunstâncias, mas não completam obrigatoriamente o verbo.
O item está errado.
Na oração:
Os alunos estudaram ontem.
O verbo é:
estudaram
O sujeito é:
Os alunos
Agora perguntamos:
estudaram o quê?
A frase não apresenta complemento.
Mesmo assim, a oração faz sentido:
Os alunos estudaram.
O termo “ontem” indica tempo.
Ele responde:
estudaram quando?
Resposta:
ontem
Logo, “ontem” é adjunto adverbial de tempo.
A banca pode confundir qualquer informação de tempo, lugar ou modo com complemento.
Mas adjunto não é complemento.
Nem todo verbo pede complemento.
Às vezes, depois do verbo há apenas adjunto.
Na oração “À questão, o aluno respondeu com calma”, a análise correta deve começar pela expressão “à questão”, pois ela aparece antes do sujeito e do verbo.
Errado.
A ordem de análise não depende necessariamente da ordem em que os termos aparecem na frase. A regra prática é localizar primeiro o verbo, depois o sujeito, depois o complemento e, por fim, os adjuntos.
O item está errado.
Na oração:
À questão, o aluno respondeu com calma.
A ordem da frase foi alterada.
O complemento apareceu no início.
Mesmo assim, a análise pode seguir a sequência prática:
verbo;
sujeito;
complemento;
adjunto.
Primeiro, o verbo:
respondeu
Depois, o sujeito:
quem respondeu?
o aluno
Depois, o complemento:
respondeu a quê?
à questão
Por fim, o adjunto:
respondeu como?
com calma
A ordem da frase não muda a função dos termos.
A banca desloca termos para testar se o candidato analisa pela posição ou pela função.
A frase pode mudar de ordem.
A função do termo depende da relação com o verbo.
Na oração “Chegaram cedo os novos servidores”, o sujeito é “os novos servidores”, ainda que apareça depois do verbo.
Certo.
O sujeito nem sempre aparece antes do verbo. Para identificá-lo, deve-se observar de quem se fala ou quem se relaciona com o verbo.
O item está correto.
Na oração:
Chegaram cedo os novos servidores.
O verbo é:
chegaram
Agora perguntamos:
quem chegou?
Resposta:
os novos servidores
Logo, o sujeito é:
os novos servidores
O termo “cedo” indica tempo ou modo circunstancial, conforme o contexto.
O ponto principal é que o sujeito apareceu depois do verbo.
Isso é possível.
A banca pode induzir o candidato a achar que sujeito sempre vem antes do verbo.
Não vem.
O sujeito pode aparecer depois, especialmente em inversões.
Sujeito não é posição.
Sujeito é função.
Na frase “Choveu muito durante a madrugada”, o termo “muito” é o sujeito da oração, pois aparece logo depois do verbo e indica a intensidade do fenômeno.
Errado.
Algumas orações não possuem sujeito, especialmente com verbos que indicam fenômenos da natureza usados em sentido próprio. Termos de intensidade, tempo ou lugar não se tornam sujeito por aparecerem perto do verbo.
O item está errado.
Na frase:
Choveu muito durante a madrugada.
O verbo é:
choveu
Nesse caso, o verbo indica fenômeno da natureza em sentido próprio.
A oração não apresenta sujeito.
O termo “muito” indica intensidade.
O termo “durante a madrugada” indica tempo.
Portanto:
muito = adjunto adverbial de intensidade
durante a madrugada = adjunto adverbial de tempo
Nenhum dos dois é sujeito.
A banca pode escolher o termo mais próximo do verbo e chamá-lo de sujeito.
Isso é perigoso.
Sujeito não é “a palavra que vem depois do verbo”.
Nem toda oração tem sujeito.
Nem todo termo perto do verbo é sujeito.
Na oração “Com paciência, a candidata explicou o conteúdo aos colegas no intervalo”, há um verbo, um sujeito, dois complementos verbais e dois adjuntos adverbiais.
Certo.
A análise da oração pode seguir a sequência prática: localizar o verbo, identificar o sujeito, verificar complementos e depois observar adjuntos.
O item está correto.
Vamos analisar por partes.
A oração é:
Com paciência, a candidata explicou o conteúdo aos colegas no intervalo.
Primeiro, o verbo:
explicou
Depois, o sujeito:
quem explicou?
a candidata
Agora, os complementos:
explicou o quê?
o conteúdo
explicou a quem?
aos colegas
Logo, há dois complementos verbais:
o conteúdo
aos colegas
Por fim, os adjuntos:
com paciência = modo
no intervalo = tempo
A análise completa fica assim:
Com paciência → adjunto adverbial de modo
a candidata → sujeito
explicou → verbo
o conteúdo → complemento verbal
aos colegas → complemento verbal
no intervalo → adjunto adverbial de tempo
A banca pode tentar classificar “com paciência” ou “no intervalo” como complementos.
Mas eles não são pedidos pelo verbo.
Eles apenas acrescentam circunstâncias.
Ache o verbo.
Encontre o sujeito.
Veja se o verbo pede complemento.
Só depois analise os adjuntos.
Errado
Errado
Errado
Certo
Errado
Errado
Errado
Certo
Errado
Certo
Oração: estrutura organizada em torno de verbo ou locução verbal.
Frase nominal: enunciado com sentido, mas sem verbo.
Verbo: ponto de partida da análise da oração.
Sujeito: termo sobre o qual se declara algo ou com o qual o verbo se relaciona.
Pergunta “quem praticou a ação?”: ajuda em muitos casos, mas não serve para todos.
Pergunta “de quem se fala?”: ajuda especialmente quando não há ação clara.
Complemento verbal: termo exigido pelo verbo para completar seu sentido.
Adjunto: termo que acrescenta circunstância ou informação acessória.
Adjunto adverbial: indica circunstância, como tempo, lugar, modo, causa, intensidade, entre outras.
Ordem de análise: verbo → sujeito → complemento → adjuntos.
Ordem da frase: pode variar; os termos não precisam aparecer nessa sequência.
Sujeito deslocado: pode aparecer depois do verbo.
Complemento deslocado: pode aparecer antes do verbo, sem perder sua função.
Oração sem sujeito: pode ocorrer, por exemplo, com verbos de fenômeno da natureza em sentido próprio.
Pegadinha principal: não analisar apenas pela posição das palavras; é preciso observar a função de cada termo.
Fonte: material complementar elaborado com base na gramática normativa da Língua Portuguesa, especialmente nos conceitos de oração, verbo, sujeito, complemento verbal, adjunto adverbial, frase nominal, ordem de análise sintática e distinção entre complemento e adjunto; abordagem compatível com a cobrança de bancas como Cebraspe, FGV, FCC, Vunesp, IBFC e AOCP.
Treine análise da oração com 10 questões comentadas sobre verbo, sujeito, complemento e adjuntos. Material de Português para concursos com pegadinhas e gabarito.