O hífen é um dos assuntos de ortografia que mais confundem o candidato.
E o motivo é simples: ele não depende apenas da “aparência” da palavra.
Para saber se há hífen, você precisa observar:
como termina o prefixo;
como começa a palavra seguinte;
se há repetição de vogal;
se a palavra seguinte começa com r, s ou h;
se o primeiro elemento é especial, como ex, vice, pós, pré, pró, além, aquém, recém ou sem;
se a palavra é uma locução;
se o caso envolve bem ou mal;
se há exceção já consagrada pela ortografia.
A boa notícia é que existe um caminho prático para não se perder.
O segredo é parar de tentar decorar palavras soltas e começar a enxergar o padrão.
Antes de decorar listas, grave esta ideia:
o hífen aparece em formações específicas para separar elementos, preservar a leitura correta ou marcar determinadas relações de composição e prefixação.
Nas formações com prefixos e falsos prefixos, o Acordo Ortográfico prevê, entre outros casos, o uso do hífen quando o segundo elemento começa por h, quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, e em casos especiais com determinados prefixos.
prefixo + palavra seguinte: observe o fim do prefixo e o começo da próxima palavra.
Essa é uma das regras mais importantes.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa por vogal, compare as duas vogais.
Quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia a palavra seguinte, usa-se hífen.
anti-inflamatório
micro-ondas
auto-observação
semi-interno
contra-ataque
supra-auricular
infra-axilar
Em anti-inflamatório:
anti + inflamatório
O prefixo termina em i.
A palavra seguinte começa com i.
Como as vogais são iguais:
anti-inflamatório
Em micro-ondas:
micro + ondas
O prefixo termina em o.
A palavra seguinte começa com o.
Como as vogais são iguais:
micro-ondas
vogal igual separa com hífen.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa por vogal diferente, em regra, não se usa hífen.
autoescola
infraestrutura
semiárido
extraoficial
contraindicação
agroindustrial
aeroespacial
Em autoescola:
auto + escola
O prefixo termina em o.
A palavra seguinte começa com e.
As vogais são diferentes.
Logo:
autoescola
Em infraestrutura:
infra + estrutura
O prefixo termina em a.
A palavra seguinte começa com e.
As vogais são diferentes.
Logo:
infraestrutura
vogal diferente junta sem hífen.
Formação
Resultado
Por quê?
anti + inflamatório
anti-inflamatório
i + i = vogais iguais
micro + ondas
micro-ondas
o + o = vogais iguais
auto + escola
autoescola
o + e = vogais diferentes
infra + estrutura
infraestrutura
a + e = vogais diferentes
contra + indicação
contraindicação
a + i = vogais diferentes
semi + árido
semiárido
i + a = vogais diferentes
A banca pode afirmar que toda união entre prefixo e palavra iniciada por vogal exige hífen.
Errado.
O hífen aparece, nessa regra, quando as vogais são iguais.
Quando são diferentes, em regra, as palavras se unem.
Essa é a regra que mais aparece visualmente nas provas.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com r ou s, não se usa hífen.
Mas o r ou o s deve ser dobrado.
O Acordo Ortográfico registra que, quando o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, essas consoantes devem duplicar-se, sem emprego de hífen.
antirracismo
antirreligioso
autorretrato
autorregulação
contrarregra
biorritmo
microrregião
semirreta
Em autorretrato:
auto + retrato
O prefixo termina em vogal.
A palavra seguinte começa com r.
Então:
não usa hífen;
dobra o r.
Resultado:
autorretrato
vogal + r: junta e dobra o r.
antissocial
antisséptico
autossuficiente
contrassenha
minissaia
microssistema
ultrassom
extrasseco
Em antissocial:
anti + social
O prefixo termina em vogal.
A palavra seguinte começa com s.
Então:
não usa hífen;
dobra o s.
Resultado:
antissocial
vogal + s: junta e dobra o s.
A regra de dobrar r e s vale quando o prefixo termina em vogal.
Quando o prefixo termina em consoante, a lógica pode ser outra.
super-resistente
inter-regional
hiper-realista
Nesses casos, os prefixos super, inter e hiper terminam em r.
Quando se unem a palavras iniciadas por r, usa-se hífen.
autorretrato
super-resistente
Em autorretrato, o prefixo termina em vogal:
auto + retrato = autorretrato
Em super-resistente, o prefixo termina em r:
super + resistente = super-resistente
prefixo termina em vogal + r/s: junta e dobra.
hiper, inter e super + r: usa hífen.
A letra h costuma exigir hífen nas formações com prefixos.
Mas há exceções importantes.
Por isso, essa parte precisa de atenção.
Quando o segundo elemento começa com h, em regra, usa-se hífen.
anti-higiênico
anti-herói
mini-hotel
sobre-humano
super-homem
pré-história
sub-hepático
extra-humano
h separa: prefixo + hífen + palavra com h.
Há casos em que a palavra seguinte perde o h inicial.
Isso ocorre, em geral, com formações que contêm os prefixos des- e in-.
desumano
desumidificar
inábil
inumano
A banca pode montar uma regra absoluta:
toda palavra com prefixo antes de h leva hífen.
Cuidado.
A regra é forte, mas existem casos em que o h desaparece.
com h, pense em hífen;
com des- e in-, cuidado com formas sem h.
O prefixo co- exige cuidado especial.
A regra mais segura para concursos brasileiros é lembrar que co- geralmente se aglutina ao segundo elemento, inclusive quando esse segundo elemento começa por o.
cooperação
cooperar
coordenar
coobrigação
coocupante
coautor
cofundador
O próprio Acordo Ortográfico registra que o prefixo co- se aglutina em geral com o segundo elemento, mesmo quando iniciado por o, como em coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação e cooperar.
Aqui existe uma pegadinha fina.
O texto do Acordo Ortográfico apresenta co-herdeiro como exemplo no grupo em que o segundo elemento começa por h. Ao mesmo tempo, a Academia Brasileira de Letras registra discussão específica sobre o prefixo co-, mencionando a adoção brasileira de formas como coerdar e coerdeiro no VOLP.
Para provas brasileiras, o mais seguro é seguir o padrão brasileiro consolidado nos vocabulários oficiais e evitar transformar co-herdeiro/coerdeiro em exemplo simples de regra geral.
Para estudo básico e intermediário, use como exemplos principais:
cooperação
coordenar
coobrigação
coocupante
coautor
cofundador
co geralmente junta.
Em co- + h, não simplifique demais: é caso sensível e deve seguir o padrão cobrado pela banca.
O prefixo re- também merece destaque.
Ele se junta diretamente ao segundo elemento, mesmo quando esse elemento começa com e.
reescrever
reestruturar
reeditar
reeleger
reeducar
reencaminhar
A banca pode sugerir formas como:
re-escrever
re-estruturar
Essas formas estão erradas no padrão atual.
O correto é:
reescrever
reestruturar
re + e: junta sem hífen.
Alguns elementos são muito cobrados porque mantêm hífen por regra própria.
Quando indica estado anterior ou cessamento, usa hífen.
ex-presidente
ex-diretor
ex-aluno
ex-servidor
ex-ministro
Usa hífen.
vice-presidente
vice-diretor
vice-reitor
vice-governador
Quando são tônicos e acentuados, usam hífen.
pós-graduação
pós-operatório
pré-escola
pré-natal
pró-reitor
pró-europeu
As formas átonas correspondentes podem aparecer sem hífen.
pospor
prever
promover
pós, pré e pró com acento: hífen.
pos, pre e pro sem autonomia: juntam.
Também se emprega hífen com os elementos além, aquém, recém e sem.
além-mar
além-fronteiras
aquém-mar
recém-nascido
recém-casado
sem-terra
sem-teto
sem-vergonha
além, aquém, recém e sem: normalmente chamam o hífen.
Os prefixos circum- e pan- merecem atenção.
Usa-se hífen quando o elemento seguinte começa por:
vogal;
h;
m;
n.
O Acordo Ortográfico prevê hífen com circum- e pan- quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n, além do caso de h já considerado pela regra geral.
circum-escolar
circum-hospitalar
circum-murado
circum-navegação
pan-americano
pan-helenismo
pan-mágico
pan-negritude
circum e pan gostam de hífen antes de vogal, h, m e n.
O caso de bem e mal merece uma parte própria, porque não segue exatamente a lógica simples dos prefixos mais comuns.
Usa-se hífen com mal quando ele forma unidade de sentido com a palavra seguinte e essa palavra começa por vogal ou h.
mal-estar
mal-afortunado
mal-humorado
Também aparece como forma consagrada:
mal-limpo
Em muitas outras formações com mal, ocorre aglutinação.
malcriado
malvisto
malnascido
malmandado
malfeito
mal + vogal/h: hífen.
mal + muitas consoantes: geralmente junta.
mal-limpo é caso especial consagrado.
O elemento bem costuma manter hífen quando forma unidade de sentido com o termo seguinte.
bem-estar
bem-humorado
bem-vindo
bem-sucedido
bem-nascido
bem-visto
bem-criado
O Acordo Ortográfico registra que bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante, como em bem-criado, bem-mandado, bem-nascido e bem-visto. Também há casos em que bem aparece aglutinado, como benfeito, benfeitor e benquerença.
benfeito
benfeitor
benfazejo
benquerença
bem-visto
malvisto
bem-nascido
malnascido
bem-mandado
malmandado
O bem tende a conservar mais autonomia gráfica.
O mal, em muitos casos, aglutina-se.
bem costuma preservar o hífen;
mal frequentemente junta, salvo casos como mal-estar, mal-humorado e mal-limpo.
Aqui há outra pegadinha.
Mal é o contrário de bem.
Mau é o contrário de bom.
Ele está passando mal.
Ele teve um mau comportamento.
Troque por bem ou bom.
mal-estar → bem-estar
mau comportamento → bom comportamento
mal x bem.
mau x bom.
Nem tudo que parece composto leva hífen.
Depois do Acordo Ortográfico, muitas locuções passaram a ser escritas sem hífen, salvo exceções consagradas pelo uso.
O Acordo Ortográfico afirma que, nas locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, em geral não se emprega hífen, salvo algumas exceções consagradas.
fim de semana
sala de jantar
cão de guarda
mão de obra
dia a dia
café com leite
cor de vinho
à vontade
em cima
por isso
depois de amanhã
a fim de que
logo que
contanto que
Se a expressão é formada por palavras que funcionam como uma locução, em geral não se usa hífen.
locução, em regra, perde o hífen.
Algumas locuções ou expressões mantêm hífen por tradição de uso.
água-de-colônia
arco-da-velha
cor-de-rosa
mais-que-perfeito
pé-de-meia
ao deus-dará
à queima-roupa
Essas exceções aparecem no texto do Acordo Ortográfico como casos consagrados pelo uso.
A banca pode tentar transformar a regra em absoluta:
toda locução perdeu o hífen.
Errado.
A regra é geral, mas há exceções.
locuções geralmente sem hífen;
exceções consagradas continuam com hífen.
Esse par é clássico.
Mantém hífen.
Não usa hífen.
Comprei uma blusa cor-de-rosa.
Comprei uma blusa cor de vinho.
cor-de-rosa é exceção consagrada;
outras cores com “cor de” geralmente ficam sem hífen.
A expressão dia a dia é escrita sem hífen quando funciona como locução.
O candidato melhora dia a dia.
O mais importante é memorizar a grafia atual:
dia a dia
dia a dia: sem hífen.
Agora, vamos testar o conteúdo com itens no estilo de prova.
A grafia anti-inflamatório está correta, pois o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
Certo.
Em:
anti + inflamatório
temos:
i + i
Como as vogais são iguais, usa-se hífen.
iguais se separam.
A palavra autoescola deveria ser escrita com hífen, pois o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa por vogal.
Errado.
A regra não é “vogal com vogal sempre leva hífen”.
É preciso comparar as vogais.
Em:
auto + escola
temos:
o + e
As vogais são diferentes.
Por isso, a forma correta é:
autoescola
vogais diferentes se unem.
A grafia anti-social está correta porque o segundo elemento começa por s.
Errado.
Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por s, não se usa hífen.
O s deve ser dobrado.
A forma correta é:
antissocial
vogal + s: junta e dobra.
A grafia autorretrato está correta porque o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r, o que exige a duplicação dessa consoante.
Certo.
Em:
auto + retrato
temos prefixo terminado em vogal e palavra iniciada por r.
Logo:
autorretrato
Sem hífen e com rr.
vogal + r: junta e dobra.
A grafia superresistente está correta, pois palavras iniciadas por r sempre dobram essa consoante depois de prefixo.
Errado.
A regra de dobrar o r vale quando o prefixo termina em vogal.
Mas super termina em r.
Com super + resistente, usa-se hífen:
super-resistente
super + r: hífen.
As formas pré-natal, pós-graduação e pró-reitor estão corretamente grafadas com hífen.
Certo.
Os prefixos tônicos acentuados pré-, pós- e pró- usam hífen quando o segundo elemento tem autonomia.
Logo:
pré-natal
pós-graduação
pró-reitor
estão corretas.
pré, pós e pró com acento: hífen.
A expressão fim-de-semana é a forma atual recomendada pela regra geral das locuções.
Errado.
A grafia atual é:
fim de semana
Sem hífen.
Locuções, em geral, não empregam hífen.
locução geralmente fica sem hífen.
A forma cor-de-rosa permanece com hífen por ser uma exceção consagrada pelo uso.
Certo.
Embora muitas locuções tenham perdido o hífen, algumas exceções foram mantidas.
Uma delas é:
cor-de-rosa
cor-de-rosa é exceção.
As palavras mal-estar e mal-humorado estão corretamente grafadas com hífen.
Certo.
Com mal, usa-se hífen em formações como:
mal-estar
mal-humorado
Atenção: mal não é mau.
mal + vogal/h: hífen.
A forma bemvindo está correta porque, com o elemento bem, deve-se sempre retirar o hífen.
Errado.
A forma correta é:
bem-vindo
O elemento bem frequentemente conserva o hífen em palavras compostas.
bem-vindo tem hífen.
A forma reescrever está correta, pois o prefixo re- se aglutina ao segundo elemento, mesmo quando ele começa por e.
Certo.
O prefixo re- não segue o macete simples de “vogal igual sempre separa”.
A grafia correta é:
reescrever
E não:
re-escrever
re + e: junta.
A forma co-obrigação está correta porque o prefixo co- termina em o e o segundo elemento também começa por o.
Errado.
O prefixo co- é exceção importante.
Ele se aglutina em geral ao segundo elemento, mesmo quando este começa por o.
A forma correta é:
coobrigação
E não:
co-obrigação
co geralmente junta, mesmo diante de o.
“Prefixo terminado em vogal + palavra iniciada por vogal sempre tem hífen.”
Errado.
Só há hífen, nessa regra, quando as vogais são iguais.
“R e S sempre exigem hífen depois de prefixo.”
Errado.
Quando o prefixo termina em vogal, r e s dobram e não há hífen.
“Super + r dobra o r.”
Errado.
Com super, inter e hiper diante de r, usa-se hífen.
“Toda palavra iniciada por h depois de prefixo perde o h.”
Errado.
Em regra, usa-se hífen:
anti-higiênico
super-homem
pré-história
Mas há casos como:
desumano
inábil
“Co- segue sempre a regra geral das vogais iguais.”
Errado.
O prefixo co- normalmente se aglutina ao segundo elemento.
coobrigação
coocupante
cooperação
“Re-escrever está correto porque há encontro de vogais iguais.”
Errado.
O correto é:
reescrever
“Bem e mal seguem exatamente a mesma lógica.”
Cuidado.
Ambos podem formar compostos com hífen, mas bem tende a preservar mais autonomia em várias formações.
Compare:
bem-visto
malvisto
“Dia a dia ainda tem hífen.”
Errado.
A grafia atual é:
dia a dia
“Cor-de-rosa perdeu o hífen.”
Errado.
Cor-de-rosa é exceção consagrada e mantém hífen.
“Pós, pré e pró nunca têm hífen.”
Errado.
Quando tônicos e acentuados, usam hífen:
pós-graduação
pré-natal
pró-reitor
“Ex-presidente e vice-presidente perderam o hífen.”
Errado.
Continuam com hífen.
“Hífen é só decoração ortográfica.”
Errado.
O hífen marca relações de formação vocabular e ajuda a preservar a leitura correta de muitas palavras.
Para resolver hífen em prova, siga esta ordem:
O segundo elemento começa com h?
O prefixo termina com a mesma vogal que inicia a palavra seguinte?
O prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com r ou s?
O prefixo é especial, como ex, vice, pós, pré, pró, além, aquém, recém ou sem?
O caso envolve co- ou re-?
O caso envolve bem ou mal?
É uma locução?
É uma exceção consagrada?
iguais se separam;
diferentes se unem;
r e s: juntou, dobrou;
h costuma pedir hífen;
co e re exigem atenção;
bem e mal exigem cuidado;
locuções geralmente perdem o hífen.
Este conteúdo faz parte da trilha de Português para concursos.
Continue revisando temas ligados a:
ortografia oficial;
acentuação gráfica;
formação de palavras;
classes de palavras;
análise sintática;
reescrita de frases;
pegadinhas de banca.
Hífen: sinal usado em determinadas formações compostas, prefixadas, locuções consagradas e outros casos previstos pela ortografia.
Vogais iguais: quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, usa-se hífen.
Exemplos com vogais iguais: anti-inflamatório, micro-ondas, auto-observação, semi-interno.
Vogais diferentes: quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, em regra, não se usa hífen.
Exemplos com vogais diferentes: autoescola, infraestrutura, semiárido, extraoficial.
R e S: quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com r ou s, não se usa hífen e a consoante dobra.
Exemplos com R/S: autorretrato, antirracismo, antissocial, minissaia, ultrassom.
H: quando o segundo elemento começa por h, em regra, usa-se hífen.
Exemplos com H: anti-higiênico, super-homem, pré-história, mini-hotel.
Des- e in-: podem formar palavras em que o h desaparece, como desumano e inábil.
Co-: geralmente se aglutina ao segundo elemento, como cooperação, coobrigação, coocupante e coautor.
Co- + h: caso sensível; não deve ser tratado como exemplo simples sem observar o padrão cobrado pela banca.
Re-: junta-se ao segundo elemento, mesmo diante de e, como reescrever, reestruturar e reeditar.
Hiper, inter e super + r: usam hífen, como hiper-realista, inter-regional e super-resistente.
Ex-: usa hífen quando indica estado anterior, como ex-presidente.
Vice-: usa hífen, como vice-presidente.
Pós-, pré- e pró-: tônicos e acentuados, usam hífen, como pós-graduação, pré-natal e pró-reitor.
Além-, aquém-, recém- e sem-: empregam hífen em compostos, como além-mar, recém-nascido e sem-terra.
Bem: costuma conservar hífen em muitas formações, como bem-estar, bem-vindo e bem-sucedido.
Mal: usa hífen em casos como mal-estar e mal-humorado; em muitas outras formações, junta-se, como malcriado e malvisto.
Mal-limpo: caso especial consagrado com hífen.
Locuções: em geral, não usam hífen, como fim de semana, dia a dia e sala de jantar.
Exceções consagradas: mantêm hífen, como cor-de-rosa, pé-de-meia e à queima-roupa.
Pegadinha principal: não decore apenas palavras; observe a formação e o encontro entre o fim do prefixo e o início da palavra seguinte.
Fonte: artigo elaborado com base nas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, especialmente as Bases XV e XVI, que tratam do emprego do hífen em compostos, locuções, formações por prefixação e recomposição; também foram considerados os padrões de cobrança de ortografia em provas de Língua Portuguesa de concursos públicos e a discussão registrada pela Academia Brasileira de Letras sobre o prefixo co- em casos específicos.
Aprenda o uso do hífen para concursos com regras simples: vogais iguais, vogais diferentes, R e S dobrados, H, co, re, bem e mal, locuções e pegadinhas de prova.